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“Azar do Brasil”, Ruy Castro

O retrato da desconexão com o interesse público na coluna de hoje (19/04) de Ruy Castro na Folha de São Paulo, abaixo transcrita.

“A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse ao jornal gaúcho “Zero Hora” que “acha lindo engarrafamento”, pois “seu negócio é vender combustível”. E informou, orgulhosa: “Estou faturando”. Pelo visto, parece satisfeita com os engarrafamentos que vê a bordo de seu helicóptero ou de que toma conhecimento pelo rádio e pela TV.Como o verbo é livre a ponto de comportar tais afirmações, atrevo-me a dizer que preferiria uma pessoa mais delicada à frente da Petrobras. Por mais que tenha vindo ao mundo para vender gasolina, seu cargo não a autoriza a se comportar como uma frentista de estrada. A Petrobras deve ter compromissos com o povo que a sustenta, e não apenas com o conteúdo dos buracos que perfura.É verdade que a culpa dos engarrafamentos não é exatamente sua, mas do governo a que pertence –o qual vive baixando alíquotas e estimulando a produção e venda de carros para fechar suas contas, com o que asfixia e torna inabitáveis nossas cidades. Isso a despeito da tendência internacional a devolver as cidades aos cidadãos, tirando carros da rua e estimulando o transporte público, as bicicletas e a simples caminhada.

Sei também que o pensamento de Graça Foster deve repetir o de todos que a antecederam na presidência da Petrobras, e que a esta cabe somente cuidar de seus negócios, não “pensar o país”. Talvez devêssemos até agradecer-lhe por ser tão franca: ao contrário de seus antecessores, mais dissimulados, ela torce explicitamente pelo carro, pelo engarrafamento, pelo mau humor no trânsito, pela poluição, e contra o cidadão que lhe paga o salário e compra a sua gasolina.

A tal desprezo pelo equilíbrio urbano e pela qualidade de vida dos brasileiros das cidades, deve corresponder um equivalente pelos contínuos estragos ambientais provocados por sua empresa. Azar do Brasil.”

Cultivo 03.13

exposição

Ai Weiwei _ I N T E R L A C I N G

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Ai Weiwei é artista chinês considerado como um dos mais influentes na arte contemporânea atual, com suas obras apresentando um forte caráter multifacetado marcado pelo ativismo social e pela criação de redes que entrelaçam arte e vida.

A exposição Interlacing, em cartaz no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, MIS, de 07 de fevereiro a 14 de abril, com curadoria de Urs Stahel, é composta de centenas de fotos, vídeos e textos do artista, reunindo parte da produção realizada entre 1983 e 2011.



Concebida pelo Fotomuseum Whinterthur, Suíça, e exibida também no Jeu de Paume, Paris, a exposição é apresentada pela primeira vez fora da Europa em um momento em que o artista, dissidente político e crítico ferrenho da ausência de liberdade de expressão individual na China, encontra-se cerceado em prisão domiciliar.

Exposição

Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS  | Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo  |  telefone: (11) 2117 4777

de 07 de fevereiro a 14 de abril de 2013 | terças a sextas, das 12 às 21h | sábados, domingos e feriados, das 11 às 20h

terças-feiras: entrada gratuita | demais dias: R$ 6 | R$ 3 (meia)

Lançamento do Catálogo | 23.03 | 17h


Evento de lançamento do catálogo da exposição com mesa-redonta sobre a carreira de Ai Weiwei, composta pelos críticos e curadores Agnaldo Farias, Eder Chiodetto e Cauê Alves, além da pesquisadora Kristina Bodrožić-Brnić. Os especialistas irão discutir os diversos aspectos da vida e da produção artística de Ai Weiwei, além de sua inserção no âmbito da produção contemporânea e do mercado de arte.

Por um Tempo Simples

tempo

Fazer um programa nos feriados, fins de semana ou férias é quase religião para todos. Passar horas numa fila para comprar um ingresso de futebol ou cinema, frequentar o restaurante da moda, ficar num tremendo engarrafamento ou correr feito louco para ir a Carapicuíba da Serra ou a Paris são lazeres corriqueiros, que dependem apenas da conta bancária de cada um. E por quê? E para que, se não há descanso e muito menos prazer? Parece uma fuga insensata de si mesmo, uma necessidade enorme de não ouvir seu corpo e muito menos sua alma. Minha tendência é ficar pensando sobre esses assuntos, porque acho importantíssimo procurar caminhos alternativos. E uma das melhores opções é esta: a simplicidade. E o primeiro passo para ser simples é parar e começar a pensar. Dar-se um tempo para achar soluções” (Rosy L. Bornhausen, in As Ervas do Sítio)

A reflexão feita nos anos 80 por Rosy Bornhausen, na introdução de seu mágico livro “As Ervas do Sítio”, é – ao menos para mim – a cada dia mais inquietante.

Pato Fu – Sobre o Tempo

ambiente circular ❉ criações vivas

É com carinho que apresento a vocês:  ambiente circular ❉ criações vivas.

Reflexo criativo do trabalho e dos conceitos expressos aqui no ambiente circular | ❉ natureza ❉ convivência ❉ arte ❉, as criações vivas surgiram no intuito de sensibilizar e conectar o dia-a-dia urbano à natureza.

Desenvolvemos objetos vivos de contemplação. São mini jardins encapsulados em terrários, miniaturas em cenas cotidianas, retratando um mundo em que o homem está sempre em conexão com a natureza.

Com o lema, algo belo para compartilhar, espalhar natureza e satisfazer além do olhar, acreditamos possível transformar nosso dia a dia, trazendo a sutileza das plantinhas vivas para bem perto de nós.

Sejam bem vindos aos jardins do ambiente circular…

obtenha mais informações e descubra as possibilidades aqui.