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Por um Tempo Simples

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Fazer um programa nos feriados, fins de semana ou férias é quase religião para todos. Passar horas numa fila para comprar um ingresso de futebol ou cinema, frequentar o restaurante da moda, ficar num tremendo engarrafamento ou correr feito louco para ir a Carapicuíba da Serra ou a Paris são lazeres corriqueiros, que dependem apenas da conta bancária de cada um. E por quê? E para que, se não há descanso e muito menos prazer? Parece uma fuga insensata de si mesmo, uma necessidade enorme de não ouvir seu corpo e muito menos sua alma. Minha tendência é ficar pensando sobre esses assuntos, porque acho importantíssimo procurar caminhos alternativos. E uma das melhores opções é esta: a simplicidade. E o primeiro passo para ser simples é parar e começar a pensar. Dar-se um tempo para achar soluções” (Rosy L. Bornhausen, in As Ervas do Sítio)

A reflexão feita nos anos 80 por Rosy Bornhausen, na introdução de seu mágico livro “As Ervas do Sítio”, é – ao menos para mim – a cada dia mais inquietante.

Pato Fu – Sobre o Tempo

Rápido & d e v a g a r

Subjetivo, mental, suscetível ao ambiente e à quantidade de informações inseridas neste, o tempo em que vivemos é rápido.

Aquela incomoda sensação de que as vinte e quatro horas não são suficientes para um dia tipicamente urbano, parece contrastar com a lentidão do relógio no mesmo dia em outra época ou lugar.

É o excesso de informação que dirige nossa atenção em diversas direções, desviando a mente do momento presente e causando a impressão de aceleração do tempo.

O antídoto é um exercício desafiador, tentar manter-se no momento presente, sem projetar-se para o futuro ou passado o tempo todo. Contemplar o agora não importa o que esteja fazendo.

Mas além de diminuir a quantidade de informação e exercitar-se no aqui agora, lembre-se o tempo é também uma questão de escolha.

E escolher o que se quer priorizar ou como se quer valorar cada momento pode ser a chave para fazermos as pazes com o relógio.

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