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Linguagem Corporal

Para ver e refletir: a cientista Amy Cuddy traz informações sobre como a linguagem corporal pode afetar nosso entorno e nossas experiências e como a sabedoria do corpo pode nos ajudar a transformar o que vivenciamos.

 

Desapego – caminhos e indagações…

tumblr_m6wwo4U7sk1rs81xfo1_500Quando o tema é desapego, me passa pela mente que para seguir adiante é preciso saber romper de alguma forma com o passado e encarar o que se apresenta.

É a indagação do “Profeta”, de Khalil Gibran, que em busca do conhecimento, ao ver o navio que por muito procurara aproximar-se, realizou que o dia do encontro é o mesmo que o da separação, que para viver o futuro não se pode estar preso ao passado… mas nossas vivências e verdades passageiras podem modificar nosso entorno e a nós mesmos para sempre.

Há um alívio dolorido em deixar ir… pois o novo só entra quando abrimos espaço.

Nesse sentido, considerando que a velocidade com que consumimos informações, ideias, produtos nunca foi tão excessiva, será que todo esse consumo é fruto de reais escolhas, de escolhas conscientes? E que espaço deixamos para o novo entrar? Será que sobrou espaço para troca, para a partilha, para a conexão? E qual valor ou significado damos para essas relações?

Para mim nada foi mais esclarecedor do que vivenciar esses tantos conceitos (desapego, conexão, valor com significado, troca e consumo consciente) em uma feira de trocas – alternativa de consumo organizada em bases de reciprocidade. Há alguns meses, experimentamos organizar e participar de uma feira de trocas e essa experiência simples e pequena pôde render compreensão e conclusões valorosas para as dúvidas de todo o grupo.

Em São Paulo existem feiras de trocas que acontecem regularmente, mas você também pode organizar uma no seu bairro, condomínio ou no trabalho, porque não?

Ainda que pareça ingênua (como quase toda a proposta simples que se apresenta), a feira de trocas pressupõe apenas que, em uma data e local, cada participante leve itens materiais e conhecimentos que possam ser objeto de troca. Assim, em um passeio pelo espaço de exposição em que cada participante expõe seus itens é possível conectar-se para estabelecer trocas.

Boas Trocas…

Confesso, tenho preguiça de final de ano!

Toda a dinâmica que gira em torno das festas, trânsito, decoração de natal e luzes por toda a parte, turismo urbano caótico e mais a caça aos presentes… me dá vontade de fugir!  E muitas vezes é exatamente isso que eu faço, mas não adianta muito, não é mesmo?!

E me passa um daqueles pensamentos insistentes pela cabeça… Porque razão temos que passar por esse período do ano de forma tão sistemática? Afinal, qual é e aonde está o significado das “festas de fim de ano”?

Bom, esta é uma pergunta bastante pessoal, pois cada um pode dar às festas o significado que preferir… mas, particularmente, gostaria de imprimir a este momento de reunião um valor mais simples de confraternização familiar, “celebração do encontro”.

Alterando e resignificando os “rituais”, a troca de presentes poderia ser literalmente uma “troca” e não apenas de coisas que compramos para esta ocasião, mas de algo mais significativo… é tão bom quando podemos presentear alguém com significado, mesmo quando o “presente” seja uma experiência, um conhecimento, ou mesmo uma lembrança que tenha valor tanto para quem dá como para quem recebe.

Alguém já disse,  aquilo que damos com coração é o que é realmente nosso. O sentido dessa frase para mim está no significado que impingimos ao que damos, não interessa o que seja, pode ser uma palavra, um abraço.

Para inspirar meu coração na busca do que quero trocar neste natal, quero mergulhar dentro de mim e procurar nas minhas lembranças algo que considero valioso… (talvez aquela receita de biscoitos da vovó? talvez um caderno para anotar os sonhos? talvez músicas especiais?…) E com todo meu carinho dedicar a minha troca como símbolo do meu carinho pela família e pelos amigos queridos que dela também fazem parte.

Paz hoje e amanhã…

Enquanto o mundo tenta achar soluções para suas crises, o ponto de virada para nos relacionarmos de maneira mais saudável passa necessariamente pela consciência de cada um de nós.

Alguém já disse, “não importa quem somos, mas como nos relacionamos com o mundo”…  como faz sentido!

Não importa o caminho por onde andamos, mas a maneira como deixamos as pegadas de nosso caminhar.

Já tentou prestar atenção literalmente no peso do seu passo. O corpo reflete os sentimentos e as emoções e, através da atenção no físico, é possível descondicionar as tensões e amenizar conflitos do dia-a-dia.