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Oficinas no Sesc Santos – Janeiro 2016

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Em janeiro, férias de verão, faremos oficinas no Sesc Santos.

Acontecerão nos dias 21 e 28 de janeiro a partir das 15 horas.

Esperamos vocês por lá!

para maiores informações, acesse aqui.

Oficina de Terrários no Sesc Campo Limpo

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizaremos oficinas de sensibilização e construção de mini terrários no Sesc Campo Limpo nos dias 05/06 e 12/06, as 14:30.

Venha você também, vamos colocar as mãos na terra!

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Não há jogar fora…

Do ponto de vista do planeta, não há jogar fora!

Repensar a forma que vivemos e consumimos – não apenas em relação a quantidade, mas também em relação aos aspectos qualitativos – começa com cada um de nós individualmente conectados e conscientes.

Para reflexões sobre o tema consumo crítico e solidário, a sugestão é consultar o trabalho da professora universitária, pós-doutoranda do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, Luciane Lucas dos Santos – monoculturadoconsumo.blogspot.pt

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“Azar do Brasil”, Ruy Castro

O retrato da desconexão com o interesse público na coluna de hoje (19/04) de Ruy Castro na Folha de São Paulo, abaixo transcrita.

“A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse ao jornal gaúcho “Zero Hora” que “acha lindo engarrafamento”, pois “seu negócio é vender combustível”. E informou, orgulhosa: “Estou faturando”. Pelo visto, parece satisfeita com os engarrafamentos que vê a bordo de seu helicóptero ou de que toma conhecimento pelo rádio e pela TV.Como o verbo é livre a ponto de comportar tais afirmações, atrevo-me a dizer que preferiria uma pessoa mais delicada à frente da Petrobras. Por mais que tenha vindo ao mundo para vender gasolina, seu cargo não a autoriza a se comportar como uma frentista de estrada. A Petrobras deve ter compromissos com o povo que a sustenta, e não apenas com o conteúdo dos buracos que perfura.É verdade que a culpa dos engarrafamentos não é exatamente sua, mas do governo a que pertence –o qual vive baixando alíquotas e estimulando a produção e venda de carros para fechar suas contas, com o que asfixia e torna inabitáveis nossas cidades. Isso a despeito da tendência internacional a devolver as cidades aos cidadãos, tirando carros da rua e estimulando o transporte público, as bicicletas e a simples caminhada.

Sei também que o pensamento de Graça Foster deve repetir o de todos que a antecederam na presidência da Petrobras, e que a esta cabe somente cuidar de seus negócios, não “pensar o país”. Talvez devêssemos até agradecer-lhe por ser tão franca: ao contrário de seus antecessores, mais dissimulados, ela torce explicitamente pelo carro, pelo engarrafamento, pelo mau humor no trânsito, pela poluição, e contra o cidadão que lhe paga o salário e compra a sua gasolina.

A tal desprezo pelo equilíbrio urbano e pela qualidade de vida dos brasileiros das cidades, deve corresponder um equivalente pelos contínuos estragos ambientais provocados por sua empresa. Azar do Brasil.”

Por um Tempo Simples

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Fazer um programa nos feriados, fins de semana ou férias é quase religião para todos. Passar horas numa fila para comprar um ingresso de futebol ou cinema, frequentar o restaurante da moda, ficar num tremendo engarrafamento ou correr feito louco para ir a Carapicuíba da Serra ou a Paris são lazeres corriqueiros, que dependem apenas da conta bancária de cada um. E por quê? E para que, se não há descanso e muito menos prazer? Parece uma fuga insensata de si mesmo, uma necessidade enorme de não ouvir seu corpo e muito menos sua alma. Minha tendência é ficar pensando sobre esses assuntos, porque acho importantíssimo procurar caminhos alternativos. E uma das melhores opções é esta: a simplicidade. E o primeiro passo para ser simples é parar e começar a pensar. Dar-se um tempo para achar soluções” (Rosy L. Bornhausen, in As Ervas do Sítio)

A reflexão feita nos anos 80 por Rosy Bornhausen, na introdução de seu mágico livro “As Ervas do Sítio”, é – ao menos para mim – a cada dia mais inquietante.

Pato Fu – Sobre o Tempo

Reflexões contemporâneas – trabalho

“O tempo, sabemos, é inexorável. No entanto, o ritmo do trabalho é socialmente construído. Certos executivos o modelam ao gosto de sua paranóia, convulsivo e frenético, em esforço patológico para manter as hordas sob seu controle.” (in “O caos nosso de cada dia”, Thomas Wood Jr., Revista Carta Capital, de 12 de setembro de 2012)

O recorte acima retrata um cenário de ambiente de trabalho que nos faz refletir sobre o que é produtividade nos tempos de hoje. De que forma estamos a trabalhar atualmente? Travamos em competitividade exacerbada, enquanto ininteligências nos procedimentos são justificáveis na obtenção de resultados pequenos e mesquinhos.

Cumprir metas e objetivos já não são os únicos fatores decisivos na “jornada de trabalho produtiva”, é mais do que sabido que, a medida em que o “espaço” necessário ao procedimento (forma de realizar) é desrespeitado ou ignorado, surge a impossibilidade de obter-se resultados desejáveis, ainda que existam os recursos necessários para tanto.

Mas, então, por que razão não estamos atentos ao procedimento, ao como realizar? Não enxergamos desta forma, estamos míopes na visão do que é procedimento e na co-relação do bem-estar humano com a realização de seus objetivos.

Há dificuldade em avaliar o intangível inserido no dia-a-dia do trabalho (ou seja, a influência da forma de se trabalhar no objetivo de trabalho), mas de fato ele está lá e sem a sua preservação, não existe resultado.

Não se pode apartar o aspecto humano em suas sutis nuances do desenvolvimento do trabalho. Ou seriamos nós robôs?

Mudar o olhar para que seja possível enxergar que o processo é composto por pessoas, que têm necessidades variantes e inteligência criativa, é a chave para um novo modelo, uma outra forma de trabalhar, cooperativa, cuidadosa e muito mais proveitosa para todos. A isso poderíamos chamar produtividade.

A cidade seca?

Águas esquecidas, rios mortos, será que teríamos períodos de seca como o dos últimos meses em São Paulo, se as centenas de rios que percorrem a cidade tivessem sua natureza preservada e respeitada?

O incrível trabalho da ONG Rios e Ruas promove reconhecimento do curso dos rios canalizados em SP, proporcionando o contato e a sensibilização para as reais causas de problemas como as enchentes e poluição dos rios na cidade de São Paulo.

E para conhecer melhor a história das águas de São Paulo, vale conferir o documentário “Entre Rios”, 2009 – Caio Ferraz.

SER humano no trajeto

Cidade ou hospício?o artigo publicado pela revista Carta Capital em maio deste ano retrata a realidade do deslocamento em São Paulo, a violência, o ruído e a poluição a que o paulistano é exposto ao enfrentar de duas a quatro horas de trânsito por dia.

Assustador. São 11 milhões de habitantes em uma cidade gigantesca, com péssima distribuição da população e de trabalho, mais de 7 milhões de veículos, rádios dedicadas exclusivamente ao trânsito, transporte público insuficiente para a necessidade de circulação da população. Ou seja, a os instrumentos de política urbana são incapazes de garantir qualidade de vida para o cidadão.

Os efeitos dessa loucura se confundem com as causas, efeitos reativos, ausência de saúde em sentido amplo, aumento da violência e de todo o tipo de poluição. Quem está no trajeto pode perceber o poder da onda de raiva que atormenta o cidadão e contagia.

Somos zumbis? Houve um tempo em que andar num ônibus da CMTC e olhar a cidade por cima dos carros sentindo o vento no rosto era gostoso… não é mais.

É preciso querer sair da onda de raiva, querer nadar contra essa maré de insanidade e inventar você mesmo um sentido diferente, um método próprio capaz de distinguir e conter o ciclo dos efeitos reativos.

Somos humanos que com tamanha violência não nos reconhecemos mais.

Mafalda (Quino)

E para nos reconhecermos, nasceu a idéia…

O exercício de deslocamento – SER humano no trajeto – foi idealizado para encorajar e manter dentro de si mesmo o aspecto humano durante o trajeto, enxergando na multidão cada pessoa como se fosse a si mesmo.

Como atividade de atenção, auxilia a manter o foco no presente, sem desviar a atenção incessantemente para o passado e o futuro, quando estamos a caminho de algum lugar. Assim fica mais fácil enxergar as pessoas no caminho e interagir com elas, ao invés de vermos o outro apenas como barreira.

Quantas vezes, no caminho de casa ou do trabalho, estamos pensando em como seria… ou como será… (o famoso, “e se”). Essa ansiedade, no geral, não ajuda muito… pois quase sempre ela invade todo o “espaço” disponível e engole as possibilidades da pausa.

A atividade visa reforçar o caráter humano em condições adversas e para isso exercita o foco no presente, preservando os momentos de pausa.

Atenção e gentileza podem ser usadas tanto para quem se desloca de carro, quanto para quem vai à pé. Funciona assim: