Tag: meio ambiente

2a Mostra ECOFALANTE de Cinema Ambiental

Desde a semana passada, está acontecendo em São Paulo a 2a. Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que tem como intuito chamar atenção para questões ambientais, de sustentabilidade, cidadania, governança, participacão e políticas públicas.

A mostra é gratuita e conta com grande número de salas de exibição, temáticas e filmes, e sua programação se estende a semana do meio ambiente (3 a 9 de junho) e a virada sustentável (5 a 9 de junho).

Alguns destaques que você ainda pode conferir essa semana no Centro Cultural São Paulo – CCSP 

04. junho (3a feira) | 17:00 Uma Guerra Verde | 20:00 Aterro

05. junho (4a feira) | 17:00 Quem controla a água? | 20:00 Submissão

06. junho (5a feira) | 17:00 Rio Colorado: O Direito à água | 20:00 O Preço da Democracia

07. junho (6a feira) | 17:00 Chá ou Eletricidade | 20:00 O Sabor do Desperdício

08.junho (sábado) | 16:00 Amargas Sementes | 18:00 Viver/Construir | 20:00 Areia | 20:00 Destropia

09.junho (domingo) | 16:00 A Fé nos Orgânicos | 18:00 Petróleo: O Grande Vício | 20:00 O Gasoduto

“Azar do Brasil”, Ruy Castro

O retrato da desconexão com o interesse público na coluna de hoje (19/04) de Ruy Castro na Folha de São Paulo, abaixo transcrita.

“A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse ao jornal gaúcho “Zero Hora” que “acha lindo engarrafamento”, pois “seu negócio é vender combustível”. E informou, orgulhosa: “Estou faturando”. Pelo visto, parece satisfeita com os engarrafamentos que vê a bordo de seu helicóptero ou de que toma conhecimento pelo rádio e pela TV.Como o verbo é livre a ponto de comportar tais afirmações, atrevo-me a dizer que preferiria uma pessoa mais delicada à frente da Petrobras. Por mais que tenha vindo ao mundo para vender gasolina, seu cargo não a autoriza a se comportar como uma frentista de estrada. A Petrobras deve ter compromissos com o povo que a sustenta, e não apenas com o conteúdo dos buracos que perfura.É verdade que a culpa dos engarrafamentos não é exatamente sua, mas do governo a que pertence –o qual vive baixando alíquotas e estimulando a produção e venda de carros para fechar suas contas, com o que asfixia e torna inabitáveis nossas cidades. Isso a despeito da tendência internacional a devolver as cidades aos cidadãos, tirando carros da rua e estimulando o transporte público, as bicicletas e a simples caminhada.

Sei também que o pensamento de Graça Foster deve repetir o de todos que a antecederam na presidência da Petrobras, e que a esta cabe somente cuidar de seus negócios, não “pensar o país”. Talvez devêssemos até agradecer-lhe por ser tão franca: ao contrário de seus antecessores, mais dissimulados, ela torce explicitamente pelo carro, pelo engarrafamento, pelo mau humor no trânsito, pela poluição, e contra o cidadão que lhe paga o salário e compra a sua gasolina.

A tal desprezo pelo equilíbrio urbano e pela qualidade de vida dos brasileiros das cidades, deve corresponder um equivalente pelos contínuos estragos ambientais provocados por sua empresa. Azar do Brasil.”

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