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Ambiente Circular no Terra Rara!

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Na semana passada estivemos no programa Terra Rara, da Rádio Moarandu, contando sobre a trajetória do projeto Ambiente Circular e nossas perspectivas.

Confira trechos do programa:

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O programa Terra Rara vai ao ar todas as quintas feiras, às 20:00, pela web (www.radiomoarandu.com.br/radio) e tem como foco ecologia e sustentabilidade, apresentando entrevistas, considerações e debates sobre questões da atualidade que afetam a qualidade de vida do planeta.

Nossos agradecimentos a Ruy de Oliveira Jacques, Luiz Deganello e Beatriz Goldman

Desapego – caminhos e indagações…

tumblr_m6wwo4U7sk1rs81xfo1_500Quando o tema é desapego, me passa pela mente que para seguir adiante é preciso saber romper de alguma forma com o passado e encarar o que se apresenta.

É a indagação do “Profeta”, de Khalil Gibran, que em busca do conhecimento, ao ver o navio que por muito procurara aproximar-se, realizou que o dia do encontro é o mesmo que o da separação, que para viver o futuro não se pode estar preso ao passado… mas nossas vivências e verdades passageiras podem modificar nosso entorno e a nós mesmos para sempre.

Há um alívio dolorido em deixar ir… pois o novo só entra quando abrimos espaço.

Nesse sentido, considerando que a velocidade com que consumimos informações, ideias, produtos nunca foi tão excessiva, será que todo esse consumo é fruto de reais escolhas, de escolhas conscientes? E que espaço deixamos para o novo entrar? Será que sobrou espaço para troca, para a partilha, para a conexão? E qual valor ou significado damos para essas relações?

Para mim nada foi mais esclarecedor do que vivenciar esses tantos conceitos (desapego, conexão, valor com significado, troca e consumo consciente) em uma feira de trocas – alternativa de consumo organizada em bases de reciprocidade. Há alguns meses, experimentamos organizar e participar de uma feira de trocas e essa experiência simples e pequena pôde render compreensão e conclusões valorosas para as dúvidas de todo o grupo.

Em São Paulo existem feiras de trocas que acontecem regularmente, mas você também pode organizar uma no seu bairro, condomínio ou no trabalho, porque não?

Ainda que pareça ingênua (como quase toda a proposta simples que se apresenta), a feira de trocas pressupõe apenas que, em uma data e local, cada participante leve itens materiais e conhecimentos que possam ser objeto de troca. Assim, em um passeio pelo espaço de exposição em que cada participante expõe seus itens é possível conectar-se para estabelecer trocas.

Reflexões contemporâneas – trabalho

“O tempo, sabemos, é inexorável. No entanto, o ritmo do trabalho é socialmente construído. Certos executivos o modelam ao gosto de sua paranóia, convulsivo e frenético, em esforço patológico para manter as hordas sob seu controle.” (in “O caos nosso de cada dia”, Thomas Wood Jr., Revista Carta Capital, de 12 de setembro de 2012)

O recorte acima retrata um cenário de ambiente de trabalho que nos faz refletir sobre o que é produtividade nos tempos de hoje. De que forma estamos a trabalhar atualmente? Travamos em competitividade exacerbada, enquanto ininteligências nos procedimentos são justificáveis na obtenção de resultados pequenos e mesquinhos.

Cumprir metas e objetivos já não são os únicos fatores decisivos na “jornada de trabalho produtiva”, é mais do que sabido que, a medida em que o “espaço” necessário ao procedimento (forma de realizar) é desrespeitado ou ignorado, surge a impossibilidade de obter-se resultados desejáveis, ainda que existam os recursos necessários para tanto.

Mas, então, por que razão não estamos atentos ao procedimento, ao como realizar? Não enxergamos desta forma, estamos míopes na visão do que é procedimento e na co-relação do bem-estar humano com a realização de seus objetivos.

Há dificuldade em avaliar o intangível inserido no dia-a-dia do trabalho (ou seja, a influência da forma de se trabalhar no objetivo de trabalho), mas de fato ele está lá e sem a sua preservação, não existe resultado.

Não se pode apartar o aspecto humano em suas sutis nuances do desenvolvimento do trabalho. Ou seriamos nós robôs?

Mudar o olhar para que seja possível enxergar que o processo é composto por pessoas, que têm necessidades variantes e inteligência criativa, é a chave para um novo modelo, uma outra forma de trabalhar, cooperativa, cuidadosa e muito mais proveitosa para todos. A isso poderíamos chamar produtividade.

Ser ou não ser o trânsito?!

“Você não está no trânsito. Você é o trânsito”. A frase inspirou o vídeo brasileiro premiado no concurso mundial da Siemens sobre sustentabilidade.

O que nos faz acreditar que o trânsito são os outros? Confira o vídeo pode nos inspirar a transformar de maneira positiva o nosso dia a dia.

Rio+20. O que sustentar?

Através da mensagem “A Rio+20 que não queremos”, entregue ontem (21/06) aos chefes de Estado, a sociedade civil manifesta descontentamento em relação ao documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

A mensagem expressamente esclarece que a sociedade civil não pactua nem subscreve o documento final, entitulado “A Rio+20 que queremos”.

O ambientalista Rubens Born, da organização Vitae Civilis, afirma que é necessário que a sociedade civil atue como promotora de mudanças. “Não queremos ser cúmplices com a omissão do governo” (http://www.onu.org.br/rio20/br/blog/)

Neste último dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20, com o descontentamento já expresso pela sociedade civil em relação ao texto conclusivo que reflete proposta de compromisso branda e omissa para os caminhos do desenvolvimento sustentável no planeta, é importante refletirmos sobre o alcance e significado deste tema e qual o papel da sociedade civil, ou seja, cada um de nós, em relação a sustentabilidade.

Para abranger o significado contextualizado de sustentabilidade, precisamos necessariamente decifrar alguns conceitos. O primeiro deles, do qual nasce qualquer ato potencialmente sustentável é o que chamamos de senso de rede.

Sustentabilidade só é possível pelo senso de rede, que é a vivência cotidiana com a consciência de que as relações se interconectam, de que somos todos parte de uma mesma comunidade, seja em micro escala, comunidade vizinhança, ou em macro escala, comunidade planetária.