Tag: escolha

Não há jogar fora…

Do ponto de vista do planeta, não há jogar fora!

Repensar a forma que vivemos e consumimos – não apenas em relação a quantidade, mas também em relação aos aspectos qualitativos – começa com cada um de nós individualmente conectados e conscientes.

Para reflexões sobre o tema consumo crítico e solidário, a sugestão é consultar o trabalho da professora universitária, pós-doutoranda do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, Luciane Lucas dos Santos – monoculturadoconsumo.blogspot.pt

Screen shot 2014-04-01 at 10.18.10 AM

Linguagem Corporal

Para ver e refletir: a cientista Amy Cuddy traz informações sobre como a linguagem corporal pode afetar nosso entorno e nossas experiências e como a sabedoria do corpo pode nos ajudar a transformar o que vivenciamos.

 

Desapego – caminhos e indagações…

tumblr_m6wwo4U7sk1rs81xfo1_500Quando o tema é desapego, me passa pela mente que para seguir adiante é preciso saber romper de alguma forma com o passado e encarar o que se apresenta.

É a indagação do “Profeta”, de Khalil Gibran, que em busca do conhecimento, ao ver o navio que por muito procurara aproximar-se, realizou que o dia do encontro é o mesmo que o da separação, que para viver o futuro não se pode estar preso ao passado… mas nossas vivências e verdades passageiras podem modificar nosso entorno e a nós mesmos para sempre.

Há um alívio dolorido em deixar ir… pois o novo só entra quando abrimos espaço.

Nesse sentido, considerando que a velocidade com que consumimos informações, ideias, produtos nunca foi tão excessiva, será que todo esse consumo é fruto de reais escolhas, de escolhas conscientes? E que espaço deixamos para o novo entrar? Será que sobrou espaço para troca, para a partilha, para a conexão? E qual valor ou significado damos para essas relações?

Para mim nada foi mais esclarecedor do que vivenciar esses tantos conceitos (desapego, conexão, valor com significado, troca e consumo consciente) em uma feira de trocas – alternativa de consumo organizada em bases de reciprocidade. Há alguns meses, experimentamos organizar e participar de uma feira de trocas e essa experiência simples e pequena pôde render compreensão e conclusões valorosas para as dúvidas de todo o grupo.

Em São Paulo existem feiras de trocas que acontecem regularmente, mas você também pode organizar uma no seu bairro, condomínio ou no trabalho, porque não?

Ainda que pareça ingênua (como quase toda a proposta simples que se apresenta), a feira de trocas pressupõe apenas que, em uma data e local, cada participante leve itens materiais e conhecimentos que possam ser objeto de troca. Assim, em um passeio pelo espaço de exposição em que cada participante expõe seus itens é possível conectar-se para estabelecer trocas.

Por um Tempo Simples

tempo

Fazer um programa nos feriados, fins de semana ou férias é quase religião para todos. Passar horas numa fila para comprar um ingresso de futebol ou cinema, frequentar o restaurante da moda, ficar num tremendo engarrafamento ou correr feito louco para ir a Carapicuíba da Serra ou a Paris são lazeres corriqueiros, que dependem apenas da conta bancária de cada um. E por quê? E para que, se não há descanso e muito menos prazer? Parece uma fuga insensata de si mesmo, uma necessidade enorme de não ouvir seu corpo e muito menos sua alma. Minha tendência é ficar pensando sobre esses assuntos, porque acho importantíssimo procurar caminhos alternativos. E uma das melhores opções é esta: a simplicidade. E o primeiro passo para ser simples é parar e começar a pensar. Dar-se um tempo para achar soluções” (Rosy L. Bornhausen, in As Ervas do Sítio)

A reflexão feita nos anos 80 por Rosy Bornhausen, na introdução de seu mágico livro “As Ervas do Sítio”, é – ao menos para mim – a cada dia mais inquietante.

Pato Fu – Sobre o Tempo