Tag: entorno

Linguagem Corporal

Para ver e refletir: a cientista Amy Cuddy traz informações sobre como a linguagem corporal pode afetar nosso entorno e nossas experiências e como a sabedoria do corpo pode nos ajudar a transformar o que vivenciamos.

 

Desapego – caminhos e indagações…

tumblr_m6wwo4U7sk1rs81xfo1_500Quando o tema é desapego, me passa pela mente que para seguir adiante é preciso saber romper de alguma forma com o passado e encarar o que se apresenta.

É a indagação do “Profeta”, de Khalil Gibran, que em busca do conhecimento, ao ver o navio que por muito procurara aproximar-se, realizou que o dia do encontro é o mesmo que o da separação, que para viver o futuro não se pode estar preso ao passado… mas nossas vivências e verdades passageiras podem modificar nosso entorno e a nós mesmos para sempre.

Há um alívio dolorido em deixar ir… pois o novo só entra quando abrimos espaço.

Nesse sentido, considerando que a velocidade com que consumimos informações, ideias, produtos nunca foi tão excessiva, será que todo esse consumo é fruto de reais escolhas, de escolhas conscientes? E que espaço deixamos para o novo entrar? Será que sobrou espaço para troca, para a partilha, para a conexão? E qual valor ou significado damos para essas relações?

Para mim nada foi mais esclarecedor do que vivenciar esses tantos conceitos (desapego, conexão, valor com significado, troca e consumo consciente) em uma feira de trocas – alternativa de consumo organizada em bases de reciprocidade. Há alguns meses, experimentamos organizar e participar de uma feira de trocas e essa experiência simples e pequena pôde render compreensão e conclusões valorosas para as dúvidas de todo o grupo.

Em São Paulo existem feiras de trocas que acontecem regularmente, mas você também pode organizar uma no seu bairro, condomínio ou no trabalho, porque não?

Ainda que pareça ingênua (como quase toda a proposta simples que se apresenta), a feira de trocas pressupõe apenas que, em uma data e local, cada participante leve itens materiais e conhecimentos que possam ser objeto de troca. Assim, em um passeio pelo espaço de exposição em que cada participante expõe seus itens é possível conectar-se para estabelecer trocas.

Cultivo 03.13

exposição

Ai Weiwei _ I N T E R L A C I N G

Ai-Weiwei-Interlacing-3-684x359

Ai Weiwei é artista chinês considerado como um dos mais influentes na arte contemporânea atual, com suas obras apresentando um forte caráter multifacetado marcado pelo ativismo social e pela criação de redes que entrelaçam arte e vida.

A exposição Interlacing, em cartaz no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, MIS, de 07 de fevereiro a 14 de abril, com curadoria de Urs Stahel, é composta de centenas de fotos, vídeos e textos do artista, reunindo parte da produção realizada entre 1983 e 2011.



Concebida pelo Fotomuseum Whinterthur, Suíça, e exibida também no Jeu de Paume, Paris, a exposição é apresentada pela primeira vez fora da Europa em um momento em que o artista, dissidente político e crítico ferrenho da ausência de liberdade de expressão individual na China, encontra-se cerceado em prisão domiciliar.

Exposição

Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS  | Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo  |  telefone: (11) 2117 4777

de 07 de fevereiro a 14 de abril de 2013 | terças a sextas, das 12 às 21h | sábados, domingos e feriados, das 11 às 20h

terças-feiras: entrada gratuita | demais dias: R$ 6 | R$ 3 (meia)

Lançamento do Catálogo | 23.03 | 17h


Evento de lançamento do catálogo da exposição com mesa-redonta sobre a carreira de Ai Weiwei, composta pelos críticos e curadores Agnaldo Farias, Eder Chiodetto e Cauê Alves, além da pesquisadora Kristina Bodrožić-Brnić. Os especialistas irão discutir os diversos aspectos da vida e da produção artística de Ai Weiwei, além de sua inserção no âmbito da produção contemporânea e do mercado de arte.

Viva a Casa de Francisca!

Neste fim de semana que passou, tivemos o privilégio de conferir ao vivo o El Grande Con(s)erto 2 da Casa de Francisca, que aconteceu no Teatro Oficina. Esta foi a segunda edição da linda e autêntica “festa da música”, que surgiu no intuito de arrecadar fundos para a manutenção do pequeno café-teatro, a menor e maior casa de shows de São Paulo… (a Casa de Francisca tem capacidade de menos de 50 lugares e é palco dos encontros musicais de maior qualidade, diversidade e criatividade que ocorrem em São Paulo).

O El Grande Conserto deste fim de semana, manteve o ambiente aconchegante e o primor de qualidade que cerca a Casa de Francisca em essência, seja qual for o momento ou circunstância.

PARABÉNS!  E VIVA A CASA DE FRANCISCA!

El Grande Conserto 2

“(…) O QUE SERÁ DE UMA CIDADE QUE DESTRÓI TODAS AS SUAS RESERVAS DE DELICADEZA, DE GRAÇA, DE MODÉSTIA? CAMINHE UM POUCO PELAS RUAS DE SEU BAIRRO EM BUSCA DOS CANTINHOS QUE AINDA NÃO FORAM DEVASTADOS POR ALGUMA OBRA GRANDIOSA E BREGA. O QUE SERÁ DE UMA CIDADE SEM VARANDAS? SEM JANELAS DANDO PARA A RUA – E O GATO ESPIANDO PELO VIDRO DE UMA DELAS? O QUE SERÁ DE NOSSO CONVÍVIO DIÁRIO NUMA CIDADE SEM O PEQUENO COMÉRCIO DE RUA, RESPONSÁVEL PELO TERRITÓRIO COLETIVO ONDE AS PESSOAS AOS POUCOS SE CONHECEM , SE CUMPRIMENTAM, CONVERSAM? UMA CIDADE SEM ZONA DE FAMILIARIDADE? O QUE SERÁ DE UMA CIDADE SEM AS VILAS COM CASAS ANTIGAS ONDE O PEDESTRE ENTRA SEM PASSAR POR UMA GUARITA E ENCONTRA UM MICRO-OÁSIS DE SOMBRA E SILÊNCIO? SEM A MINÚSCULA PRACINHAQUE SOBROU NUMA ESQUINA EM QUE SE ESQUECERAM DE CONSTRUIR OUTRA COISA? PROCURE OS ESPAÇOS EM QUE AINDA SEJA POSSÍVEL O ENCONTRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, O ÍNTIMO E O ESTRANHO, O DESAFIANTE E O ACOLHEDOR. O QUE SERÁ DE UMA CIDADE QUE É PURA ARROGÂNCIA, EXIBICIONISMO E EFICIÊNCIA? O QUE SERÁ DE NÓS, MORADORES DE UMA CIDADE QUE DESPREZA A VIDA URBANA?” (MARIA RITA KEHL)

trecho extraído do programa do show

Por um Tempo Simples

tempo

Fazer um programa nos feriados, fins de semana ou férias é quase religião para todos. Passar horas numa fila para comprar um ingresso de futebol ou cinema, frequentar o restaurante da moda, ficar num tremendo engarrafamento ou correr feito louco para ir a Carapicuíba da Serra ou a Paris são lazeres corriqueiros, que dependem apenas da conta bancária de cada um. E por quê? E para que, se não há descanso e muito menos prazer? Parece uma fuga insensata de si mesmo, uma necessidade enorme de não ouvir seu corpo e muito menos sua alma. Minha tendência é ficar pensando sobre esses assuntos, porque acho importantíssimo procurar caminhos alternativos. E uma das melhores opções é esta: a simplicidade. E o primeiro passo para ser simples é parar e começar a pensar. Dar-se um tempo para achar soluções” (Rosy L. Bornhausen, in As Ervas do Sítio)

A reflexão feita nos anos 80 por Rosy Bornhausen, na introdução de seu mágico livro “As Ervas do Sítio”, é – ao menos para mim – a cada dia mais inquietante.

Pato Fu – Sobre o Tempo