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Rio+20. O que sustentar?

Através da mensagem “A Rio+20 que não queremos”, entregue ontem (21/06) aos chefes de Estado, a sociedade civil manifesta descontentamento em relação ao documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

A mensagem expressamente esclarece que a sociedade civil não pactua nem subscreve o documento final, entitulado “A Rio+20 que queremos”.

O ambientalista Rubens Born, da organização Vitae Civilis, afirma que é necessário que a sociedade civil atue como promotora de mudanças. “Não queremos ser cúmplices com a omissão do governo” (http://www.onu.org.br/rio20/br/blog/)

Neste último dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20, com o descontentamento já expresso pela sociedade civil em relação ao texto conclusivo que reflete proposta de compromisso branda e omissa para os caminhos do desenvolvimento sustentável no planeta, é importante refletirmos sobre o alcance e significado deste tema e qual o papel da sociedade civil, ou seja, cada um de nós, em relação a sustentabilidade.

Para abranger o significado contextualizado de sustentabilidade, precisamos necessariamente decifrar alguns conceitos. O primeiro deles, do qual nasce qualquer ato potencialmente sustentável é o que chamamos de senso de rede.

Sustentabilidade só é possível pelo senso de rede, que é a vivência cotidiana com a consciência de que as relações se interconectam, de que somos todos parte de uma mesma comunidade, seja em micro escala, comunidade vizinhança, ou em macro escala, comunidade planetária.

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