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Oficina de Terrários – 26/04!

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O objetivo da Oficina de Terrários é proporcionar o contato direto com a natureza através da prática de micro jardinagem, possibilitando o aprendizado de como montar um terrário a partir do entendimento das necessidades naturais de cada espécie, observando seus ciclos, tal como acontece na natureza.

COLOQUE AS MÃOS NA TERRA CONOSCO!

A oficina acontecerá no dia 26 de abril, das 11:00 às 14:00, aqui em São Paulo, na rua Ministro de Godói, 471, no bairro de Perdizes – bem pertinho do Parque da Água Branca.

Além de aprender técnicas de cultivo de diferentes tipos de terrários, cada participante vai colocar as mãos na terra para criar seu próprio terrário fechado de musgo e levá-lo para casa!

As vagas são limitadas e para participar é preciso se inscrever antecipadamente.

Até breve!

Viva a Casa de Francisca!

Neste fim de semana que passou, tivemos o privilégio de conferir ao vivo o El Grande Con(s)erto 2 da Casa de Francisca, que aconteceu no Teatro Oficina. Esta foi a segunda edição da linda e autêntica “festa da música”, que surgiu no intuito de arrecadar fundos para a manutenção do pequeno café-teatro, a menor e maior casa de shows de São Paulo… (a Casa de Francisca tem capacidade de menos de 50 lugares e é palco dos encontros musicais de maior qualidade, diversidade e criatividade que ocorrem em São Paulo).

O El Grande Conserto deste fim de semana, manteve o ambiente aconchegante e o primor de qualidade que cerca a Casa de Francisca em essência, seja qual for o momento ou circunstância.

PARABÉNS!  E VIVA A CASA DE FRANCISCA!

El Grande Conserto 2

“(…) O QUE SERÁ DE UMA CIDADE QUE DESTRÓI TODAS AS SUAS RESERVAS DE DELICADEZA, DE GRAÇA, DE MODÉSTIA? CAMINHE UM POUCO PELAS RUAS DE SEU BAIRRO EM BUSCA DOS CANTINHOS QUE AINDA NÃO FORAM DEVASTADOS POR ALGUMA OBRA GRANDIOSA E BREGA. O QUE SERÁ DE UMA CIDADE SEM VARANDAS? SEM JANELAS DANDO PARA A RUA – E O GATO ESPIANDO PELO VIDRO DE UMA DELAS? O QUE SERÁ DE NOSSO CONVÍVIO DIÁRIO NUMA CIDADE SEM O PEQUENO COMÉRCIO DE RUA, RESPONSÁVEL PELO TERRITÓRIO COLETIVO ONDE AS PESSOAS AOS POUCOS SE CONHECEM , SE CUMPRIMENTAM, CONVERSAM? UMA CIDADE SEM ZONA DE FAMILIARIDADE? O QUE SERÁ DE UMA CIDADE SEM AS VILAS COM CASAS ANTIGAS ONDE O PEDESTRE ENTRA SEM PASSAR POR UMA GUARITA E ENCONTRA UM MICRO-OÁSIS DE SOMBRA E SILÊNCIO? SEM A MINÚSCULA PRACINHAQUE SOBROU NUMA ESQUINA EM QUE SE ESQUECERAM DE CONSTRUIR OUTRA COISA? PROCURE OS ESPAÇOS EM QUE AINDA SEJA POSSÍVEL O ENCONTRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, O ÍNTIMO E O ESTRANHO, O DESAFIANTE E O ACOLHEDOR. O QUE SERÁ DE UMA CIDADE QUE É PURA ARROGÂNCIA, EXIBICIONISMO E EFICIÊNCIA? O QUE SERÁ DE NÓS, MORADORES DE UMA CIDADE QUE DESPREZA A VIDA URBANA?” (MARIA RITA KEHL)

trecho extraído do programa do show

Reflexões contemporâneas – trabalho

“O tempo, sabemos, é inexorável. No entanto, o ritmo do trabalho é socialmente construído. Certos executivos o modelam ao gosto de sua paranóia, convulsivo e frenético, em esforço patológico para manter as hordas sob seu controle.” (in “O caos nosso de cada dia”, Thomas Wood Jr., Revista Carta Capital, de 12 de setembro de 2012)

O recorte acima retrata um cenário de ambiente de trabalho que nos faz refletir sobre o que é produtividade nos tempos de hoje. De que forma estamos a trabalhar atualmente? Travamos em competitividade exacerbada, enquanto ininteligências nos procedimentos são justificáveis na obtenção de resultados pequenos e mesquinhos.

Cumprir metas e objetivos já não são os únicos fatores decisivos na “jornada de trabalho produtiva”, é mais do que sabido que, a medida em que o “espaço” necessário ao procedimento (forma de realizar) é desrespeitado ou ignorado, surge a impossibilidade de obter-se resultados desejáveis, ainda que existam os recursos necessários para tanto.

Mas, então, por que razão não estamos atentos ao procedimento, ao como realizar? Não enxergamos desta forma, estamos míopes na visão do que é procedimento e na co-relação do bem-estar humano com a realização de seus objetivos.

Há dificuldade em avaliar o intangível inserido no dia-a-dia do trabalho (ou seja, a influência da forma de se trabalhar no objetivo de trabalho), mas de fato ele está lá e sem a sua preservação, não existe resultado.

Não se pode apartar o aspecto humano em suas sutis nuances do desenvolvimento do trabalho. Ou seriamos nós robôs?

Mudar o olhar para que seja possível enxergar que o processo é composto por pessoas, que têm necessidades variantes e inteligência criativa, é a chave para um novo modelo, uma outra forma de trabalhar, cooperativa, cuidadosa e muito mais proveitosa para todos. A isso poderíamos chamar produtividade.

Paz hoje e amanhã…

Enquanto o mundo tenta achar soluções para suas crises, o ponto de virada para nos relacionarmos de maneira mais saudável passa necessariamente pela consciência de cada um de nós.

Alguém já disse, “não importa quem somos, mas como nos relacionamos com o mundo”…  como faz sentido!

Não importa o caminho por onde andamos, mas a maneira como deixamos as pegadas de nosso caminhar.

Já tentou prestar atenção literalmente no peso do seu passo. O corpo reflete os sentimentos e as emoções e, através da atenção no físico, é possível descondicionar as tensões e amenizar conflitos do dia-a-dia.

SER humano no trajeto

Cidade ou hospício?o artigo publicado pela revista Carta Capital em maio deste ano retrata a realidade do deslocamento em São Paulo, a violência, o ruído e a poluição a que o paulistano é exposto ao enfrentar de duas a quatro horas de trânsito por dia.

Assustador. São 11 milhões de habitantes em uma cidade gigantesca, com péssima distribuição da população e de trabalho, mais de 7 milhões de veículos, rádios dedicadas exclusivamente ao trânsito, transporte público insuficiente para a necessidade de circulação da população. Ou seja, a os instrumentos de política urbana são incapazes de garantir qualidade de vida para o cidadão.

Os efeitos dessa loucura se confundem com as causas, efeitos reativos, ausência de saúde em sentido amplo, aumento da violência e de todo o tipo de poluição. Quem está no trajeto pode perceber o poder da onda de raiva que atormenta o cidadão e contagia.

Somos zumbis? Houve um tempo em que andar num ônibus da CMTC e olhar a cidade por cima dos carros sentindo o vento no rosto era gostoso… não é mais.

É preciso querer sair da onda de raiva, querer nadar contra essa maré de insanidade e inventar você mesmo um sentido diferente, um método próprio capaz de distinguir e conter o ciclo dos efeitos reativos.

Somos humanos que com tamanha violência não nos reconhecemos mais.

Mafalda (Quino)

E para nos reconhecermos, nasceu a idéia…

O exercício de deslocamento – SER humano no trajeto – foi idealizado para encorajar e manter dentro de si mesmo o aspecto humano durante o trajeto, enxergando na multidão cada pessoa como se fosse a si mesmo.

Como atividade de atenção, auxilia a manter o foco no presente, sem desviar a atenção incessantemente para o passado e o futuro, quando estamos a caminho de algum lugar. Assim fica mais fácil enxergar as pessoas no caminho e interagir com elas, ao invés de vermos o outro apenas como barreira.

Quantas vezes, no caminho de casa ou do trabalho, estamos pensando em como seria… ou como será… (o famoso, “e se”). Essa ansiedade, no geral, não ajuda muito… pois quase sempre ela invade todo o “espaço” disponível e engole as possibilidades da pausa.

A atividade visa reforçar o caráter humano em condições adversas e para isso exercita o foco no presente, preservando os momentos de pausa.

Atenção e gentileza podem ser usadas tanto para quem se desloca de carro, quanto para quem vai à pé. Funciona assim: