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Por um Tempo Simples

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Fazer um programa nos feriados, fins de semana ou férias é quase religião para todos. Passar horas numa fila para comprar um ingresso de futebol ou cinema, frequentar o restaurante da moda, ficar num tremendo engarrafamento ou correr feito louco para ir a Carapicuíba da Serra ou a Paris são lazeres corriqueiros, que dependem apenas da conta bancária de cada um. E por quê? E para que, se não há descanso e muito menos prazer? Parece uma fuga insensata de si mesmo, uma necessidade enorme de não ouvir seu corpo e muito menos sua alma. Minha tendência é ficar pensando sobre esses assuntos, porque acho importantíssimo procurar caminhos alternativos. E uma das melhores opções é esta: a simplicidade. E o primeiro passo para ser simples é parar e começar a pensar. Dar-se um tempo para achar soluções” (Rosy L. Bornhausen, in As Ervas do Sítio)

A reflexão feita nos anos 80 por Rosy Bornhausen, na introdução de seu mágico livro “As Ervas do Sítio”, é – ao menos para mim – a cada dia mais inquietante.

Pato Fu – Sobre o Tempo

A cidade seca?

Águas esquecidas, rios mortos, será que teríamos períodos de seca como o dos últimos meses em São Paulo, se as centenas de rios que percorrem a cidade tivessem sua natureza preservada e respeitada?

O incrível trabalho da ONG Rios e Ruas promove reconhecimento do curso dos rios canalizados em SP, proporcionando o contato e a sensibilização para as reais causas de problemas como as enchentes e poluição dos rios na cidade de São Paulo.

E para conhecer melhor a história das águas de São Paulo, vale conferir o documentário “Entre Rios”, 2009 – Caio Ferraz.

Paz hoje e amanhã…

Enquanto o mundo tenta achar soluções para suas crises, o ponto de virada para nos relacionarmos de maneira mais saudável passa necessariamente pela consciência de cada um de nós.

Alguém já disse, “não importa quem somos, mas como nos relacionamos com o mundo”…  como faz sentido!

Não importa o caminho por onde andamos, mas a maneira como deixamos as pegadas de nosso caminhar.

Já tentou prestar atenção literalmente no peso do seu passo. O corpo reflete os sentimentos e as emoções e, através da atenção no físico, é possível descondicionar as tensões e amenizar conflitos do dia-a-dia.

Ser ou não ser o trânsito?!

“Você não está no trânsito. Você é o trânsito”. A frase inspirou o vídeo brasileiro premiado no concurso mundial da Siemens sobre sustentabilidade.

O que nos faz acreditar que o trânsito são os outros? Confira o vídeo pode nos inspirar a transformar de maneira positiva o nosso dia a dia.

Mobilidade urbana e a bicicleta

Desde a última segunda feira (14/05/2012), a CET intensificou esforços para que os veículos que não respeitarem a bicicleta na cidade de São Paulo sejam multados, fazendo cumprir o disposto nos artigos 169 e 201 do Código Nacional de Trânsito (confira o texto da lei aqui).

Mas o que leva a Secretaria Municipal de Transportes e a CET-SP ao reconhecimento da bicicleta como um meio de transporte, mais do que fazer valer dispositivos já existentes na legislação de trânsito brasileira, é algo bem visível e simples de concluir para os paulistanos: a urgência da questão da mobilidade urbana.

São Paulo, que já foi conhecida como “A cidade que não pode parar”, parou! Ficou estancada no trânsito e está revendo suas possibilidades.

Qual seu código de conduta?

Semana passada houve aprovação na Câmara dos Deputados do texto do Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal Brasileiro, favorecendo a bancada ruralista.

Mas ainda estão longe de terminar as discussões entre ambientalistas e ruralistas sobre anistia, redução de áreas de proteção permanente, alteração de regras sobre reserva legal… (vídeos jornalísticos para entender melhor a questão) o que é, sem dúvida, importante para o futuro da questão ambiental no país e definição de qual o rumo que o país quer dar a sua política ambiental.

Mas ainda que se questione a eficácia dos instrumentos protetivos estabelecidos pelo Código Florestal (ou seja, se eles cumprem ou não suas funções sócio ambientais) ou mesmo os objetivos da política ambiental vigente, vale, a princípio, uma análise sobre a efetividade do Código Florestal em sua atual redação (real observância dos percentuais de Reserva Legal, além do respeito às metragens fixadas para Áreas de Preservação Permanente).

Nesta primeira análise aqui proposta, não se questiona os aspectos científicos ou políticos, mas ainda antes disso, as razões pelas quais seus critérios não vem sendo observados ao longo dos anos.

E o que falta, então, para que se garanta o cumprimento efetivo das diretrizes estipuladas em lei?