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Cultivo

Destaques da programação cultural gratuita e acessível em São Paulo, por região.

ZONA NORTE

Beatriz Milhazes

“Um Itinerário Gráfico” traz nove gravuras de grandes dimensões de uma das artistas brasileiras mais bem cotadas no mercado internacional. Classificação: Livre

Sesc Santana – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jardim São Paulo – Norte. Telefone: 2971-8700.

Grátis. Tem acesso para deficiente. Tem local para comer. Estac. (R$ 3,50 a R$ 7 a 1ª h).

Quando?  terça a sexta: 10h às 21h / sábado e domingo: 10h às 18h. Até 24/2.

ZONA OESTE

O Olhar Nômade de Vincent Moon

Conhecido na internet pelos vídeos do site La Blogothèque, em que registrou performances de bandas como Arcade Fire e Yo La Tengo, o francês Vincent Moon apresenta instalação a partir de terça (dia 8). Classificação: Livre

Sesc Pompeia – R. Clélia, 93 – Água Branca – Oeste. Telefone: 3871-7700.

Grátis. Tem acesso para deficiente.

Quando? terça a sábado: 10h às 21h / domingo: 10h às 20h. Abertura 8/1

Paz hoje e amanhã…

Enquanto o mundo tenta achar soluções para suas crises, o ponto de virada para nos relacionarmos de maneira mais saudável passa necessariamente pela consciência de cada um de nós.

Alguém já disse, “não importa quem somos, mas como nos relacionamos com o mundo”…  como faz sentido!

Não importa o caminho por onde andamos, mas a maneira como deixamos as pegadas de nosso caminhar.

Já tentou prestar atenção literalmente no peso do seu passo. O corpo reflete os sentimentos e as emoções e, através da atenção no físico, é possível descondicionar as tensões e amenizar conflitos do dia-a-dia.

SER humano no trajeto

Cidade ou hospício?o artigo publicado pela revista Carta Capital em maio deste ano retrata a realidade do deslocamento em São Paulo, a violência, o ruído e a poluição a que o paulistano é exposto ao enfrentar de duas a quatro horas de trânsito por dia.

Assustador. São 11 milhões de habitantes em uma cidade gigantesca, com péssima distribuição da população e de trabalho, mais de 7 milhões de veículos, rádios dedicadas exclusivamente ao trânsito, transporte público insuficiente para a necessidade de circulação da população. Ou seja, a os instrumentos de política urbana são incapazes de garantir qualidade de vida para o cidadão.

Os efeitos dessa loucura se confundem com as causas, efeitos reativos, ausência de saúde em sentido amplo, aumento da violência e de todo o tipo de poluição. Quem está no trajeto pode perceber o poder da onda de raiva que atormenta o cidadão e contagia.

Somos zumbis? Houve um tempo em que andar num ônibus da CMTC e olhar a cidade por cima dos carros sentindo o vento no rosto era gostoso… não é mais.

É preciso querer sair da onda de raiva, querer nadar contra essa maré de insanidade e inventar você mesmo um sentido diferente, um método próprio capaz de distinguir e conter o ciclo dos efeitos reativos.

Somos humanos que com tamanha violência não nos reconhecemos mais.

Mafalda (Quino)

E para nos reconhecermos, nasceu a idéia…

O exercício de deslocamento – SER humano no trajeto – foi idealizado para encorajar e manter dentro de si mesmo o aspecto humano durante o trajeto, enxergando na multidão cada pessoa como se fosse a si mesmo.

Como atividade de atenção, auxilia a manter o foco no presente, sem desviar a atenção incessantemente para o passado e o futuro, quando estamos a caminho de algum lugar. Assim fica mais fácil enxergar as pessoas no caminho e interagir com elas, ao invés de vermos o outro apenas como barreira.

Quantas vezes, no caminho de casa ou do trabalho, estamos pensando em como seria… ou como será… (o famoso, “e se”). Essa ansiedade, no geral, não ajuda muito… pois quase sempre ela invade todo o “espaço” disponível e engole as possibilidades da pausa.

A atividade visa reforçar o caráter humano em condições adversas e para isso exercita o foco no presente, preservando os momentos de pausa.

Atenção e gentileza podem ser usadas tanto para quem se desloca de carro, quanto para quem vai à pé. Funciona assim:

Rápido & d e v a g a r

Subjetivo, mental, suscetível ao ambiente e à quantidade de informações inseridas neste, o tempo em que vivemos é rápido.

Aquela incomoda sensação de que as vinte e quatro horas não são suficientes para um dia tipicamente urbano, parece contrastar com a lentidão do relógio no mesmo dia em outra época ou lugar.

É o excesso de informação que dirige nossa atenção em diversas direções, desviando a mente do momento presente e causando a impressão de aceleração do tempo.

O antídoto é um exercício desafiador, tentar manter-se no momento presente, sem projetar-se para o futuro ou passado o tempo todo. Contemplar o agora não importa o que esteja fazendo.

Mas além de diminuir a quantidade de informação e exercitar-se no aqui agora, lembre-se o tempo é também uma questão de escolha.

E escolher o que se quer priorizar ou como se quer valorar cada momento pode ser a chave para fazermos as pazes com o relógio.

Desacelerando o olhar

Quando os dias estão cada vez mais curtos e os afazeres se multiplicam, é preciso ter atenção para valorizar e dar sentido às pequenas coisas que temos ao redor. São exatamente essas pequenas coisas, as mais capazes de fazer transformações importantes e sutis na qualidade de nosso dia a dia.

E se viajássemos no tempo para resgatar um hábito mais simples, como o de escrever uma carta a mão a um amigo distante?

Para esta proposta, o que mais importa é a forma, o como transmitimos uma mensagem. A textura da tinta no papel, o selo (sim, eles ainda existem e podem ser bem bonitos) e o carinho impresso em sua letra são incomparáveis, assim como a surpresa em receber uma carta que viajou longamente no tempo e no espaço e te encontrou distraído, por estar atarefado na correria cotidiana.

Leve a idéia adiante, mande notícias no envelope a um amigo essa semana.