Mobilidade urbana e a bicicleta

Desde a última segunda feira (14/05/2012), a CET intensificou esforços para que os veículos que não respeitarem a bicicleta na cidade de São Paulo sejam multados, fazendo cumprir o disposto nos artigos 169 e 201 do Código Nacional de Trânsito (confira o texto da lei aqui).

Mas o que leva a Secretaria Municipal de Transportes e a CET-SP ao reconhecimento da bicicleta como um meio de transporte, mais do que fazer valer dispositivos já existentes na legislação de trânsito brasileira, é algo bem visível e simples de concluir para os paulistanos: a urgência da questão da mobilidade urbana.

São Paulo, que já foi conhecida como “A cidade que não pode parar”, parou! Ficou estancada no trânsito e está revendo suas possibilidades.

Quem não conhece alguém que todos os dias demora o tempo de uma viagem até Campinas para fazer percurso 10 vezes menor. Veja, neste caso, estando de carro ou transporte público durante o percurso, a pessoa desenvolveu a incrível velocidade média de 10 km/hora.

Bicicletas, patinetes, skates (sim, inúmeros estão funcionando como meio de transporte por aí), quem mora nesta cidade, sabe que temos que ser criativos para driblar as barreiras da falta de fluidez .

O apoio das autoridades de trânsito em São Paulo é importante para que se garanta a segurança do ciclista, a criação de ciclofaixas, ciclovias, paraciclos (locais de estacionamento das bicicletas), bicicletários, ciclorrotas, entre outras intervenções implantadas, mas ainda existem muitos passos a serem dados neste caminho.

Apesar do apoio, a cidade ainda é carente em estruturas viárias específicas, necessárias para a segurança dos ciclistas. Muitas pessoas não se utilizam da bicicleta para transporte por se sentirem inseguras nas ruas da cidade.

São bem vindas, também, todas as ações de educação, capazes de conscientizar ciclistas e motoristas para uma boa convivência. Afinal, esclarecidas as dúvidas, todos somos responsáveis pela melhoria das nossas relações.

Multiplicação das ações de incentivo a bicicleta como um meio de transporte na cidade. É certo que temos visto um amplo movimento em prol da bicicleta por parte da sociedade civil.

Um exemplo disso é o Nossa Bike, sistema integrado de empréstimo, aluguel e estacionamento de bicicletas, idealizado pela ONG Instituto Parada Vital, que oferece bicicletários e paraciclos em vários pontos da cidade visando incentivar o transporte não-poluente.

São vários pontos espalhados pela Grande Sao Paulo, dos quais 16 estão localizados em estações de metrô.

Nesta rede, você pode pegar emprestada por até 1 hora, ou alugar por mais tempo, e devolver a bicicleta em qualquer um dos pontos de empréstimo espalhados pela cidade (saiba o que precisa fazer e como utilizar o sistema Nossa Bike no site do Instituto Parada Vital).

Note, ao redor do mundo, a maioria das alternativas criadas para o caos do fluxo nas cidade são alternativas limpas. Será que o futuro não está mesmo em descomplicar as coisas e se conscientizar?

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